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sábado, 11 de junho de 2011

É a hora da Evolução





Não sei se a proximidade de um possivel fim do mundo em 2012 esta influênciando minha mente mas tenho uma previsão não muito boa para o futuro dos professores e praticantes de ginástica. Assisti os 4 filmes da série ''Premonição'' onde adolescentes escapam de uma morte violenta devido a premonição de um deles, porém, pouco depois todos começam a morrer um por um com mortes mais violentas ainda, a única escapatória é entender ''a lógica da morte'' e tentar engana-la, em quase todos os filmes isso deu errado menos no último. Parece estranho mas ao estudar a história da ginástica recentemente encherguei um ciclo de acontecimentos sucessivos que se continuarem acontecendo dessa forma lógica pode levar a uma consequência não muito agradável para os amantes da ginástica.
Tudo começou no exercito. Na década de 40 os militares começaram a espalhar a calistênia pelas escolas criando as primeiras aulas padronizadas de ginástica, nos anos 50 com a enorme vinda de imigrantes de todos os países para o Brasil alguns desses imigrantes começaram a divulgar suas culturas e surgiram os primeiros studios de Balé Clássico, nos anos 60 os dojos de Karatê, Judô e Kung Fu começaram a aparecer, nos anos 70 a Yoga e o Jiu Jitsu eram a bola da vez, nos anos 80 a primeira revolução ocorreu no mundo da Educação Física com o surgimento da Ginástica Aeróbica e da Musculação chamada nessa década de halterofilismo e das primeiras academias chamadas de corporativas onde os alunos poderiam encontrar as mais variadas modalidades. Nos anos 90 as aulas de ginástica tiveram o seu primeiro nível de decadência mas aulas pré-coreografadas salvaram amantes da ginástica. Ano 2000 o segundo nível de decadência começa a aparecer mas as aulas pró-coreografadas e o investimento no treinamento de professores autosuficientes começa a crescer exponencialmente. 2010 estamos voltando ao principio das coisas onde os professores precisam estudar, criar e organizar suas próprias aulas pois nesse momento os alunos estão começando a se tornar autosuficientes.



O número de pessoas que hoje troca a caminhada ou corrida na esteira pela caminhada e corrida na rua aumenta progressivamente, o número de pessoas que troca as bicicletas ergométricas pela montain bike e sai para pedalar na rua aumenta dia a dia. Como vão sobreviver as empresas que constroem esteiras e bicicletas ergométricas cada vez mais sofisticadas? Que academia vai comprar uma esteira de R$ 30.000 reais? É melhor essas empresas começarem a repensar suas estratégias. Desde que eu me conheço por professor de ginástica todo verão surgem pelo menos 3 aulas de ginástica novas que prometem sempre a mesma coisa fazer com que o aluno chegue ao status de corpo perfeito. São tantas aulas que nem que o professor de ginástica queira ele será capaz de trabalhar com todas. Porque isso acontece? Na minha opinião é uma mistura de falta de competência o professor com falta de estrutura da academia e também falta de determinação por parte do aluno, ou seja, todos são culpados. Existem nas academias aquele paradigma de aulas que pegam e aulas que não pegam, eu acredito que todo tipo de aula pega desde que colocada no horário certo focada portanto no público certo.







Algumas academias que eu trabalhei disponibilizam até 3 aulas ao mesmo tempo no mesmo horário, dependendo da forma que essas aulas forem organizadas uma ''ferra o ibope da outra'' o ideal seria que fossem 3 aulas completamente diferentes uma da outra por exemplo Body Pump, Spinning e Alongamento nesse caso 3 públicos com 3 perfis diferentes se a academia tiver um número consideravel de pessoas desses perfis nesse horário compensa arriscar rolar as 3 aulas.




Uma frase de um colega de profissão mexeu muito comigo a duas semanas atrás ele disse o seguinte ''quem sabe cria, quem não sabe copia'', após muita reflexão entendi a indireta colocada nas entrelinhas. Os criadores das aulas de Body Pump, Jump Fit, Step e Pilates teriam um ataque de fúria incontrolável se vissem como alguns professores de ginástica ministram essas respectivas modalidades e como funcionam as aulas ''genéricas'' das mesmas. Nos anos 80 o impirismo reinava nas academias e os verdadeiros professores se destacavam entre os aventureiros e copiadores. O que é pior? Não saber o que esta fazendo ou copiar uma aula sem saber pra que ela serve? O bom senso dos professores que realmente estudavam o que iriam fazer nas suas aulas prolongou o que poderia ser uma ''modinha'' e a transformou em uma filosofia. Do mercado da Aeróbica fomos para o mercado do Fitness e do Fitness estamos indo para o Wellness.





Sobre a premonição digo o seguinte como o aumento do número de studios de Pilates, studios de Personal Trainers, Studios de dança de salão, Studios de danças variadas, academias só de artes marciais, academias só de musculação, academias de natação, Ginástica de graça em centros comunitários, Ginástica de graça nas praças públicas, Ginástica em condominios, Ginástica Laboral, grupos de corrida, grupos de caminhada, grupos de ciclismo e grupos de esportes radicais, com tantas opções que prometem as mesmas coisas quem é que vai continuar fazendo a boa Ginástica de academia?


Que eu saiba sou o único profissional que acredita que uma academia montada somente com aulas de ginástica pode sobreviver no mercado. Na minha opinião a evolução da ginástica de academia tem ser relacionada a paixão. Reflexão para professores: Quantos alunos você tem que te acompanham a mais de 5 anos? Porque eles fazem isso? Reflexão para alunos: A quanto tempo você pratica a mesma modalidade? Já conseguiu atingir os seus objetivos?




É hora de evoluir professores, paixão chama paixão, se você for apaixonado por uma aula específica é muito mais fácil fazer seus alunos se apaixonarem também. Chega de copiar, vamos estudar, testar novas metodologias, evoluir a concorrência esta forte as salas de ginástica estão esvaziando, precisamos fazer os alunos se apaixonarem e atingirem seus objetivos, vamos focar em metas, vamos fazer Couching.




Alunos, interajam com os professores, sejam claros ao dizer o que querem e tenham disciplina para enfrentar todos os obstáculos, não desistam por causa de dores musculares ou por errarem coreografias, ninguém nasceu dançarino, lutador ou atleta esses títulos precisam ser conquistados. Os professores existem para ensinar abusem do conhecimento da gente façam com que a gente sinta prazer em buscar cada vez mais conhecimento e novidades para vocês.




Vamos malhar!!!













domingo, 1 de maio de 2011

Budô Fit



O símbolo acima significa Bushidô. Em japonês ''Bushi'' significa guerreiro e ''Dô'' caminho, ou seja a palavra Bushidô significa ''o caminho do guerreiro'', porém a palavra pode ser simplesmente abreviada e chamada de Budô. Fit é a abreviação de uma palavra chamada Fitness que inglês tem diversos significados mas o mais usado é ''condicionamento físico''. Budô Fit então significa ''Condicionamento físico através do caminho do guerreiro'' ou ''O caminho do guerreiro para o condicionamento físico''. É uma aula de ginástica criada e desenvolvida por mim em 2003 que mistura diversas artes marciais e algumas artes de combate.





O surgimento dessa aula se deve a diversos fatores mas resumindo eu resolvi mesclar o meu conhecimento técnico das diversas artes marciais que pratiquei com os conhecimentos do fitness de combate para criar uma aula diferenciada no mercado das academias. Após intensa pesquisa acabou nascendo dentro da academia Fitness Point em 2003 a aula de Budô Fit. A primeira digamos arte marcial que pesquisei foi o boxe inglês representado pela foto acima da histórica luta entre Evander Hollifield X Mike Tyson onde o Iron Man (apelido do Tyson) arrancou um pedaço da orelha do Hollifield. Pesquisei especificamente os métodos de preparação física do boxe e comecei a testa-los em mim mesmo.




Depois assisti algumas aulas de Tae Kwon Do para relembrar o sistema de preparação física pois pratiquei esse arte marcial por 3 anos chegando até a faixa azul, aprimorei meus chutes e resolvi aplicar o sistema de organização do TKD (Tae Kwon Do) na aula como formação, cumprimento específico no início e cumprimento específico no final da aula. Além disso a forma de treinar a parte técnica de todos os golpes da aula veio do sistema do TKD.



O Kickboxing americano foi uma luta que pratiquei por apenas um ano chegando a graduação azul e é mais ou menos a união do TKD com o Boxe inglês a diferença é que tem alguns golpes de perna que não existem no TKD. Sem dúvida nenhuma Jean Claude Van Damme o cara da foto acima me inspirou a querer praticar essa luta e a repetir a pose da foto coisa que nunca consegui mas tudo bem. O sistema de preparação física me inspirou a criar um sistema de graduação de nível dos alunos fundamentado em nível de condicionamento físico.




A Capoeira foi uma luta que pratiquei na faculdade de educação física como matéria experimental por um ano, só deu para aprender o básico mas o interessante foi o sistema de preparação física diferenciado fundamentado em exercícios de força utilizando o peso do próprio corpo. Na fase localizada da aula usava constantemente alguns exercícios da Capoeira.



Muay Thai o boxe tailândes é uma luta que infelizmente não pratiquei, porém, a parte física e técnica pratiquei muito nas aulas de Body Combat. A diferença do Muay Thai para o Kickboxing é que no Muay Thai são usados os joelhos e os cotovelos para golpear, golpes que são proibidos no Kickboxing. Não sei o motivo mas a minha parte preferida da aula era a coreografia de Muay Thai.




O filme Karatê Kid me inspirou a praticar Karatê pois da mesma forma que o Daniel San da foto acima eu sofria Bulling na escola e apanhava praticamente um dia sim e um dia não, quando entrei no karatê estilo Goju Ryu apanhava todo dia pois todos os alunos eram mais velhos e mais fortes e eu tinha o corpo parecido com o do Daniel San. Pratiquei por um ano e resolvi meus problemas de Bulling quebrando o nariz do valentão da escola, ninguém mais mexia comigo, antigamente as coisas eram resolvidas no mano a mano atrás da escola, hoje em dia os valentões atacam de turma, é preciso ser mais inteligente do que lutador. Do karatê eu usei muito os katas que eu mesmo criava e alguns que fui buscar no youtube.





Os filmes dos monges Shaulin e de Bruce Lee me fizeram pesquisar sobre os métodos de treino e coreografias com armas que são a marca dessa arte milenar. Os katis versão chinesa dos katas do karatê e o Tai chi Chuan versão digamos mais light do Kung fu foram as técnicas que mais usei, porém, não deixei de usar as técnicas de Jet Kune Do do Bruce Lee nas coreografias. O Kung Fu me inspirou a criar um sistema de graduação para os alunos fundamentado no estilo dos animais e em cores semelhante ao sistema de faixas do Karatê. O aluno iniciante era chamado de Bushi Branco e usava uma camiseta branca, a graduação seguinte era a de camiseta amarela representada pelo animal Fênix, tive uma aluna que tatuou uma Fênix nas costas depois da graduação, em seguida vinha a camiseta laranja e o animal era o Tigre, logo após vinha a camiseta verde onde o animal era o Dragão que era o último animal. Em seguida vinham as forças da natureza camiseta azul representada pela Tsunami, camiseta roxa pelo Ciclone e por último a camiseta vermelha representada pelo fogo. A camiseta preta era reservada apenas para os professores. Todo esse sistema funcionava dentro da aula de Budô Fit clássica.




A defesa pessoal feminina era um workout que eu ministrava mensalmente na academia e depois de um tempo comecei a ministrar semanalmente. Pesquisei os métodos de defesa pessoal de todas as artes marciais orientais e do Brazilian Jiu Jjitsu. O treino rolava no final da última aula da semana e as vezes em aulas especificas. Vocês devem estar se perguntando porque narrei a estrutura da aula no passado. Infelizmente depois que sai da academia Fitness Point não consegui implantar a estrutura clássica do Budô Fit em nenhuma outra academia. Tive que optar por uma estrutura mais comercial fundamentada em pré-coreografias e em aulas de circuito.


Estou disponibilizando a estrutura clássica para quem quer fazer aulas de Personal, nesse caso posso desenvolver a técnica, os desafios de graduação e a defesa pessoal feminina de forma eficiente e eficaz se alguém quiser praticar o Budô Fit tradicional é só entrar em contato.